Por que procrastinamos? Entenda as causas do problema

Homem entendiado sentado em frente a um notebook.

Já sentou na frente do computador para trabalhar, mas, minutos depois, resolveu olhar as redes sociais? Costuma adiar tarefas importantes com frequência? Isso é um problema que afeta diversas pessoas.

Quando adiamos tarefas importantes e, no lugar, fazemos algo sem importância naquele momento, estamos procrastinando. E, se isso se torna comum em nossas vidas, temos um grande problema.

Afinal, a procrastinação afeta muito mais que a nossa produtividade. Ela pode nos trazer estresse, sensação de culpa, vergonha e muita ansiedade.

A procrastinação é um mecanismo usado pelo nosso cérebro para escapar de sentimentos desconfortáveis, como a ansiedade, por exemplo. O problema é que, na tentativa de aliviar a tensão do momento, acabamos criando um problema maior para o futuro.

Por que procrastinamos? Entender por que isso acontece é o primeiro passo para vencer a procrastinação.

O que é procrastinação?

Muitas pessoas confundem procrastinação com preguiça, mas são coisas diferentes.

Procrastinar é adiar uma tarefa que você sabe que precisa ser feita, mesmo entendendo que isso pode trazer consequências negativas.

Diferente de tirar uma pausa planejada para descansar, a procrastinação envolve a troca de uma ação importante por outra que oferece prazer ou alívio imediato.

Lembro-me que procrastinava muito. Houve dias que, para evitar uma tarefa muito importante, fui limpar o apartamento.

Como disse antes, não se trata de preguiça, mas adiar tarefas importantes. Limpar o apartamento me fez gastar mais energia do que gastaria para fazer meu trabalho naquele dia.

Essa troca de ação pode parecer inofensiva, mas pode nos trazer problemas que vão além da produtividade.

Por exemplo, sempre que procrastinava, minha ansiedade aumentava. Em alguns dias, ficava tão ansioso que chegava perto de ter uma crise.

Por que procrastinamos?

Homem tenso sentado em frente a um notebook.
Imagem: Freepik

Eu procrastinei bastante devido à minha ansiedade, pois a execução da tarefa me deixava ansioso. Por isso, buscava algo que aliviasse essa tensão.

No entanto, há diversas outras razões que nos levam a procrastinar.

1. Evitar o desconforto

Tarefas difíceis ou tediosas podem gerar ansiedade em nós, pois o cérebro tende a evitá-las, preferindo atividades que exijam menos esforço.

Inclusive, essa forma como o nosso cérebro lida com certas atividades também explica o motivo pelo qual é difícil desenvolver hábitos saudáveis.

2. Busca por recompensa imediata

Nosso cérebro adora algo que traga uma recompensa imediata. Falando assim, parece que ele está o tempo todo querendo atrapalhar nossas tarefas.

No entanto, essa busca por recompensas rápidas faz sentido em alguns contextos e foi de enorme importância no passado.

O problema é que, atualmente, essa busca por recompensas imediatas tem atrapalhado bastante as nossas vidas.

Há quem diga que isso é culpa da dopamina, mas não é. Esse neurotransmissor faz parte do sistema de recompensa, mas não é o vilão.

Inclusive, a dopamina tem diversas outras funções no nosso organismo, e por esse e outros motivos, a famosa ideia de jejum de dopamina não faz sentido.

3. Perfeccionismo e medo de errar

Essa foi uma razão que me levou a procrastinar excessivamente, inclusive adiando vários textos para este blog.

Muitas pessoas procrastinam por medo de entregar algo imperfeito. Esse perfeccionismo atrapalha bastante nossa produtividade.

Eu não escrevia um texto enquanto não tivesse uma ideia perfeita. Os primeiros parágrafos já deveriam estar impecáveis.

Hoje não tenho mais isso, e minha escrita flui bastante na maioria das vezes.

4. Falta de clareza ou tarefas grandes demais

Quando uma tarefa é vaga ou complexa, o cérebro não sabe por onde começar. Isso gera bloqueio e adiamento.

Quebrar a atividade em etapas menores ajuda a reduzir a resistência. Por exemplo, ao escrever um artigo, divida essa tarefa maior em etapas. Em vez de pensar na tarefa “escrever artigo”, pense em algo como “escrever a introdução”.

5. Questões psicológicas

Geralmente, vemos a procrastinação como algo relacionado aos nossos hábitos. Porém, ela pode ser um sintoma de algo maior. Por exemplo, uma consequência de depressão, transtorno de ansiedade ou de déficit de atenção.

Por isso, devemos ficar atentos. Se a procrastinação for persistente, talvez seja o momento de buscar ajuda de uma pessoa profissional.

Como nossas emoções nos levam a procrastinar

Tarefas complexas podem nos fazer procrastinar. No entanto, muitas vezes são as nossas emoções que provocam o problema.

O que realmente nos faz adiar é o sentimento que aquela tarefa provoca. Pode ser insegurança, tédio, dúvida ou medo de errar.

Nosso cérebro interpreta esse desconforto como uma ameaça. Por isso, ele tenta nos “proteger”, buscando uma atividade que produza alívio imediato.

O problema é que esse alívio dura pouco. A tarefa continua lá, parada. Então, vem a sensação de culpa e a ansiedade. Esse desconforto vai aumentando e podemos entrar em um ciclo.

A boa notícia é que podemos aprender a lidar com essa procrastinação. Uma das formas é aprender a reduzir o peso emocional do início de uma tarefa.

Se quiser entender mais, leia meu texto sobre como parar de procrastinar.


Por que procrastinamos? Agora sabemos os diversos motivos que nos levam a procrastinar. A partir disso, podemos montar estratégias para lidar com o problema.

Geralmente, desenvolver bons hábitos, dividir tarefas grandes em etapas e reduzir o peso emocional do início das atividades ajuda bastante. No entanto, a procrastinação pode ser um sintoma de algum problema psicológico. Então, se ela for persistente, procure ajuda.

Assim como eu consegui vencer a procrastinação, você também consegue.

Imagem da capa: DC Studio no Freepik.


Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *